22/05/2017 17h32

JBS descumpriu acordo em MS, mas não deixou de receber benefícios fiscais

Uma das unidades da JBS em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio/Campo Grande News)

Além de revelar que benefícios fiscais só eram concedidos ao grupo JBS, a partir do início dos anos 2000, mediante pagamento de propina aos governadores, os donos da empresa, Wesley e Joesley Batista, também revelaram à PGR (Procuradoria-Geral da República) que descumpriram termos do acordo firmado com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que deu R$ 1 bilhão em incentivos ao gigante do setor frigorífico.

Tanto no depoimento dado pelos irmãos aos procuradores quanto na petição para investigação enviada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), consta que parte das contrapartidas acordadas entre o JBS e o Governo do Estado não foi cumprida pela empresa.

Os delatores contam que desde o governo André Puccinelli (PMDB) até agora, firmaram cinco Termos de Acordo de Benefícios Fiscais, também conhecidos como Tare (Termo de Acordo de Regime Especial), com o Estado.

Os acordos previam que o grupo ampliasse as atividades de abate e desossa da unidade em Naviraí, e também executasse a implantação de um frigorífico em cidade não citada pelos delatores, mais dois para ampliação de atividades em locais também não citados e o último para ampliar e modernizar oito unidades de abate de Mato Grosso do Sul, esse último firmado em 2016.

Os donos da empresa disseram à PGR que um dos termos não especificados foi parcialmente cumprido e o último, sobre ampliação de oito unidades no Estado, foi totalmente ignorado pela JBS. Apesar de não fazer a parte dela no acordo, a empresa recebeu os incentivos que até o ano de 2028 deve chegar a cifra de R$ 1 bilhão.

A reportagem entrou em contato com a JBS para mais detalhes sobre os descumprimentos, e aguarda retorno. 

Por Aliny Mary Dias, do Midiamax

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