26/07/2017 16h12

Professores terão 7,64% de reajuste e voltam para salas de aula nesta quinta-feira (27)

Professores da rede estadual votaram ‘sim’ para a proposta do governo na tarde desta quarta-feira (Foto: Lucas Junot/Campo Grande News)

Em assembleia na tarde desta quarta-feira (26), professores e funcionários administrativos da educação estadual aceitaram o reajuste de 2,94% oferecido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, que chegou a cogitar reajuste zero para o funcionalismo público estadual.

Parte da categoria – somente os educadores – receberá ainda mais 4,7% até dezembro, percentual referente ao aumento necessário para que a administração estadual cumpra com acordo anterior baseado na Lei do Piso.

O ‘mínimo’ do magistério - Professores aceitaram por aceitar a proposta, segundo o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, para que seja preservada a negociação que prevê o pagamento do piso nacional para quem trabalha 20 horas por semana.

Por lei, o Executivo estadual tem obrigação de pagar o “salário mínimo” do magistério para todos os educadores de forma escalonada até 2021.

Em 2015 e 2016, o governo fez reajustes para professores em janeiro, mas o pagamento do percentual necessário para adequação ao piso não foi feito neste ano.

Acordo - O Executivo estadual propôs então pagar até dezembro os 7,64% que deveriam ter sido dados em janeiro. Serão concedidos os 2,94% em setembro deste ano e o restante diluído nos salários de outubro, novembro e dezembro.

A legislação estadual também será reformulada para que a data-base da categoria seja transferida para maio, juntamente com os demais servidores estaduais.

“A categoria teve a maturidade de entender o mau momento da economia, porém vai cobrar maior esforço do governo no cumprimento da legislação”, afirmou Jaime no fim da reunião.

Paralisação - Nesta quarta-feira (26), vários alunos da rede estadual de ensino não tiveram aulas pelo o segundo dia consecutivo neste do novo semestre letivo.

Por Anahi Zurutuza e Lucas Junot, do Campo Grande News

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