11/11/2017 14h51

Funcionários da Mercedes, da Formula 1, são assaltados em SP

Foto: ESPN

Estão todos muito assustados na equipe", admitiu Toto Wolff, chefe da Mercedes na manhã deste sábado no paddock de Interlagos. Às vésperas do GP do Brasil, o clima na equipe é de tensão e apreensão após uma van da equipe ter sido vítima de assalto na noite desta sexta-feira na saída do circuito. Um boletim de ocorrência foi registrado apenas por volta de 11h30 deste sábado.

Lewis Hamilton conversou com os membros vítimas do assalto e contou detalhes em seu twitter. No desabafo, ele cobrou mais ação da Fórmula 1 e das equipes por mais seguranças nas corridas no país.

- Alguns membros da equipe tiveram armas apontadas ontem à noite saindo do circuio aqui no Brasil. Tiros foram disparados, e armas colocadas em suas cabeças. Isso é muito triste de se ouvir. Por favor, mandem orações para meus caras que estão aqui, que estão sendo profissionais, mesmo abalados. Isso acontece todo ano. A F1 e as equipes precisam fazer mais, não há mais desculpas - disse.

Em entrevista à repórter Mariana Becker, da TV Globo, Niki Lauda disse que a equipe cobrou mais segurança à organização do GP:

- Eu soube nesta manhã. Alguns membros da equipe ficaram sob a mira de armas de fogo. Acho que cinco ou seis pessoas saíram de um carro, colocaram uma arma na cabeça de um dos nossos mecânicos. Foi isso. Todos estão preocupados. A equipe está assustada. Foi apenas um carro, nossa equipe é maior. Mas não importa, vamos nos manter unidos, vamos tomar cuidado na nossa saída hoje à noite. Não é legal, para ser honesto. O que pode ser feito é ter mais proteção. Falei com o Tamas (Rohonyi, organizador do GP) nesta manhã, para saber o que poderia ser feito e pedimos para não deixarem as pessoas saírem do autódromo sem estarem seguras.

Companheiro de equipe de Hamilton, Valtteri Bottas também se manifestou:

- Muito feliz que todos estão aqui e inteiros após o assalto a nossos mecânicos ontem - disse o finlandês.

Os assaltantes tentaram roubar também um carro com funcionários da FIA que vinham logo atrás. Eles chegaram a bater com as armas no vidro, mas o veículo era blindado e conseguiu escapar.

Após os incidentes, quem ainda estava trabalhando no autódromo foi avisado dos problemas e pediu segurança para a organização para deixar Interlagos. Com isso, os funcionários restantes saíram escoltados por policiais até a entrada da Marginal Pinheiros.

Não é a primeira vez que pessoas envolvidas com a F1 são abordadas por ladrões durante a semana do GP do Brasil. Em 2010, Jenson Button sofreu uma tentativa de assalto quando seguia para o hotel e conseguiu escapar por ter o carro blindado.

O GP do Brasil será disputado neste domingo, a partir das 14h.

Do Globo Esporte.com

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