19/05/2017 08h46

CGU vai exigir a responsabilização por paralisação de obra da creche em Itaporã

Auditoria realizada pelo TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) constatou a paralisação das obras de duas escolas em Mato Grosso do Sul, onde já foi investido pelo menos R$ 1,7 milhão. Uma em Itaporã e outra em Jutí, em ambos os casos, a construção era custeada com recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

De acordo com o relatório, 91% da obra da creche do Jardim Santa Terra, em Itaporã, foi executada e a empresa chegou a receber R$ 1.084.928,59. O abandono já dura quatro anos. Para essa escola a administração municipal chegou até a comprar móveis que até agora não foram entregues por falta de um local adequado para guardá-los.

O superintendente substituto da Controladoria Geral da União no Estado, André Luiz Monteiro da Rocha, que recebeu o relatório nesta quinta-feira (18), considerou as denúncias graves. "Vamos colocar uma equipe para avaliar e apurar essa situação. Será realizada uma fiscalização nessa obra e vamos ver junto ao Ministério da Educação o porquê desta obra estar parada, e exigir a responsabilização de quem causou isso", disse.

O mesmo entendimento teve o secretário de controle externo substituto do TCU-MS, Cláudio Fernandes Almeida. "Diante da gravidade, nós vamos estabelecer uma prioridade. As denúncias vão ser apuradas e será imputada responsabilidade a quem de direito", declarou.

A auditoria foi realizada pela equipe da 6ª Inspetoria de Controle Externo, sob a responsabilidade da conselheira Marisa Serrano. "Quero reforçar a importância do controle social que é feito pelo cidadão, no local onde mora, pois foi por meio de uma denúncia que tomamos conhecimento dessa situação", concluiu.

Em Juti, a 320 quilômetros de Campo Grande, a escola conhecida como Núcleo Social do Assentamento Padre Van de Vem, atualmente denominada Assentamento Santa Clara II, onde vivem 80 famílias, foi paralisada em fase de finalização, faltando poucos detalhes para ser colocada em funcionamento.

A construção teve início em maio de 2012 e deveria ter sido concluída em 240 dias, mas foi definitivamente interrompida em dezembro de 2013. Desde então, o local é alvo de vandalismo e serve de viveiro para pombos, já tendo sido alvo de sucateamento, como o furto de janelas e portas.

Do Itaporã News

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