03/01/2018 14h28

MS quebra recordes de queimadas e fecha 2017 com 7.446 focos

Bombeiros durante contenção a incêndio às margens da MS 270, em Itaporã.

Mato Grosso do Sul fechou 2017 com volume de queimadas acima da média histórica, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Meteorologia). Foram registrados pelo órgão 7.446 incêndios florestais no decorrer do ano, maior valor desde 2012, quando houve 7.545 casos.

Com relação aos dados mensais, setembro bateu recorde e foi responsável por 40,75% dos focos com 2.984 incidentes, maior valor desde 2007, quando houve 4.445 pontos de calor nas matas do estado.

Agosto, que também é considerado crítico por ter baixa umidade relativa do ar, teve 1.488 incêndios florestais no decorrer de 2017, ficando em segundo lugar no ranking, mas batendo recorde dos últimos cinco anos, perdendo apenas para 2012, quando o mês teve 2.951 casos.

Conforme os dados do Inpe, julho, apesar de ter tido 1.050 queimadas, bateu recorde dos últimos 17 anos, já que desde 1999 (quando houve 1.297 incêndios) o período não tinha tantos casos.

Na outra ponta da lista, abril teve menor quantidade de pontos de calor com 59 casos seguido de maio, com 72; e dezembro com 91.

Corumbá, localizado no Pantanal de Mato Grosso do Sul, foi o quarto município brasileiro com mais incêndios florestais em 2017, com 4.133 casos. Esse volume aumentou 3% em relação a 2016, quando houve 4.011 no mesmo período.

A Cidade Branca só perde para São Félix do Xingu (10,263) e Altamira (6.566) no Pará e para a capital de Rondônia, Porto Velho (4.250).

Em Itaporã o iFato noticiou alguns incêndios em vegetações em 2017, a maioria deles considerados de pequeno porte, porém, analisando os mapas do Inpe, algumas delas chegaram a ser registradas pelo Instituto.

Do Campo Grande News, com adição de iFato

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