01/12/2016 18h27

Após acusações, LaMia é suspensa por agência aeronáutica da Bolívia

Foto: Agência Reuters

Responsável pelo controle aéreo da Bolívia, a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) anunciou a suspensão imediata da LaMía após o acidente com a delegação da Chapecoense na madrugada de terça-feira. A empresa, responsável pelo transporte até Medellín, está sendo acusada de voar sem seguir protocolos de segurança.

- A Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) comunica que mediante Resolução Administrativa N°716 de data 29 de novembro de 2016, pedimos a suspensão de maneira imediata do Certificado de Explorador de Serviços Aéreos (AOC) N°DGAC-DSO-AOC-Operador Aéreo OPS-COA-119-01-002 e a Permissão de Operação dado à Empresa “Lamia Corporatión SRL”, no mérito às atribuições dispostas ao Decreto supremo 284778, Artigo 14, Número 5 e a Çei 2902, Artigo 123, Literal a) y h) - diz o comunicado.

O jornal boliviano “El Deber” disse ter tido acesso ao plano de voo do avião da LaMia que caiu com a delegação da Chapecoense, na madrugada de terça-feira. Segundo a publicação, uma funcionária da Asana, a agência nacional de aviação do país, questionou o piloto quanto ao plano de voo. Celia Castedo Monasterio teria dito que a autonomia de voo não era adequada, que faltava um plano alternativo e que o informe continha erros.

A principal observação da funcionária teria sido com o tempo de voo entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín. Celia teria apontado que o tempo era igual à autonomia de combustível da aeronave. Segundo os documentos aos quais o jornal teve acesso, o tempo de rota era de quatro horas e 22 minutos, assim como a autonomia. Em resposta, o piloto disse que a autonomia de voo era suficiente.

- Não, senhora Celia, essa autonomia me passaram, é suficiente. Assim, não apresento mais nada. Vamos fazer em menos tempo, não se preocupe. É assim, fique tranquila, está bem.

Um comandante entrevistado pela publicação criticou o plano. Segundo ele, a autonomia não deveria ser igual ao tempo de voo.

- Quando se faz um plano de voo, se deve contemplar a carga de combustível para ir desde o ponto de decolagem ao destino. Além disso, se deve contemplar o tempo que demoraria chegar a um aeroporto alternativo em caso de emergência ou de reabastecimento, somado a 45 minutos de autonomia no ar diante de qualquer eventualidade – disse o comandante, que não teve seu nome revelado e que classificou o plano de voo como uma “cadeia de erros”.

A Chapecoense espera dar início ao velório coletivo das vítimas do acidente aéreo nesta sexta-feira. Havia uma previsão inicial para as 12h, mas que foi adiado em função de alguns atrasos. O Verdão acredita que as celebrações comecem entre o fim da tarde e o início da noite. Segundo o clube, há uma força-tarefa de funerárias em Medellín, na Colômbia, para o embalsamento dos corpos identificados e o posterior embarque ao Brasil.

O Verdão agora trabalha na estrutura da Arena Condá para receber cerca de 100 mil pessoas na despedida. Por metidas de segurança, os torcedores podem ficar apenas na área das arquibancadas e não circulariam entre os caixões. Dois telões devem ser colocados fora do estádio com imagens do velório.

 

GloboEsporte

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