13/06/2017 15h21

Com armas potentes, grupo resgataria preso durante consulta médica em MS

Armas apreendidas pelos policiais envolvidos na ação (Foto: divulgação/Polícia Federal)

Tiago Vinícius Vieira, de 31 anos, considerado o chefe de uma quadrilha presa pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (13), durante a operação Cerberus, é uma velho conhecido da polícia de Mato Grosso do Sul.

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Em 2010, ele foi preso depois de participar de um assalto ao shopping Norte Sul Plaza, em que foram roubados R$ 3,8 mil em dinheiro, além de diversas peças de joias.

O roubo ocorreu no mês de maio e movimentou a polícia local. Mas, foi um plano frustrado, pois alguns dos envolvidos acabaram presos horas após o crime.

Na época, a polícia classificou o grupo, do qual Tiago era membro, como uma quadrilha especializada em grandes assaltos, pois a ação havia sido planejada com um mês de antecedência e buscava vários alvos na Capital.

Já havia até um "QG" montado pela quadrilha no bairro jardim Colibri, para centralizar os planos do grupo. A primeira ação seria contra o carro forte que abastecia a agência bancária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas os riscos fizeram a quadrilha mudar o plano para o shopping.

Depois, a idéia era assaltar a tesouraria do Fort Atacadista, que ocupava a maior parte do prédio do shopping. Mas, a quadrilha só acabou levando R$ 2,2 mil de um supermercado e R$ 1,6 mil do cofre da agência do Bradesco, além da joalheria Mandalla, onde os ladrões recolheram as peças que estavam em exposição.

Na época, Tiago estava solto havia quatro meses, depois de cumprir pena no Paraná por assassinato e roubo. Desde então ele tinha como hábito envolver a família em seus crimes.

A casa onde funcionava o “QG” da quadrilha havia sido alugado no nome da mãe de Thiago. Na casa da namorada dele, no Jardim Colúmbia, foram encontrados coletes a prova de balas, uma pistola e uma metralhadora, mas a jovem também disse que não tinha conhecimento das armas. Tiago foi preso ao lado da irmã, que na época tinha 18 anos.

Em entrevista coletiva à imprensa, logo após sua prisão, aparentemente tranquilo e com ar de desdém, o jovem respondeu todas as perguntas feitas pelos jornalistas. Sempre com frases curtas, ele disse que já havia praticado alguns roubos, antes de cumprir pena e contou detalhes do crime.

Operação Cerberus
Quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher, foram presas durante a operação da Polícia Federal realizada nesta manhã (13) para desmantelar organização criminosa especializada em contrabando de armas.

Os detidos planejavam resgatar Tiago Vinícius Vieira do Presídio de Segurança Máxima e matar agentes penitenciários.

Na casa da namorada do detento, foram encontradas uma pistola, munições e R$ 8 mil. Dinheiro que, segundo a Polícia Federal, seria usado durante o resgate do preso.

As investigações começaram em março, quando o líder da organização criminosa planejou tentativa de fuga da Penitenciária de Três Lagoas com uso de uma pistola calibre .380.

Após esta primeira tentativa, o presidiário foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima da Capital. Ele, então, passou a contar com o apoio de sua namorada e outros três comparsas para contrabandear armas de fogo, além de planejar nova tentativa de fuga e possível assassinato de agentes penitenciários durante escolta para consulta médica.

Os envolvidos vão responder pelos crimes de formação de organização criminosa, posse e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e fuga de preso, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.

Em poder deles, foram apreendidos quatro veículos, seis pistolas, cinco coletes balísticos especiais, relógios, objetos de alto valor, além de R$ 8 mil. Dario Aparecido Cunha de Almeida Júnior, Matheus da Silva Alves, Deyvidson Júnior Lourival de Souza Oliveira e a namorada de Tiago, Mayara Alves de Souza, 25 anos, foram detidos em casa.

Ainda não se sabe com seria o resgate, mas segundo o delegado da Polícia Federal, Cléo Mazzotti,a ação seria violenta por conta da quantidade de armas. “A vida de civis e agentes da segurança pública seriam colocadas em risco”, afirma a autoridade policial.

Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos na região dos bairros Rita Vieira, Morumbi e Itamaracá. Tudo indica, segundos a polícia, que as armas eram compradas no Paraguai e seriam revendidas no sudeste do País.

Por Luana Rodrigues, do Campo Grande News

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