30/11/2017 15h26

Funcionário de creche é suspeito de abusar de 4 crianças em MS, diz polícia

Polícia Civil investiga um suposto caso de abuso a criança de uma creche em Aquidauana, a 131 km de Campo Grande. Testemunhas, sendo pais e responsáveis por quatro alunos, prestaram depoimento e apontaram um assistente pedagógico, de 45 anos, como suspeito dos crimes.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura municipal do município e aguarda retorno.

"A investigação está em andamento. Parte das denúncias ocorreram na semana passada e outra ontem. O fato teria ocorrido no momento em que as crianças iam ao banheiro sozinhas. Elas foram encaminhadas ao IML [Instituto Médico Legal] do município, mas, ainda não recebemos o resultado", afirmou o delegado Antônio Ribas Jr, responsável pelas investigações.

Uma mãe de 27 anos, que não será identificada pela reportagem, conta que houve uma reunião com os pais, onde a secretária de educação do município informou sobre duas denúncias que recebeu. "Ela não relatou o que aconteceu com as crianças, mas, falou que recebeu duas denúncias e por isso o suspeito foi afastado do cargo. Após isso, o caso foi repassado ao jurídico da prefeitura e também a Polícia Civil, com os boletins de ocorrência que foram feitos", afirmou.

No caso do seu filho de quatro anos, ela compareceu à delegacia. "O meu filho fala pouco, quase nada, então não tenho certeza do que realmente aconteceu com ele. As outras crianças já falaram mais", comentou. Outra mãe de 30 anos, que possui uma menino de 4 anos, registrou boletim de ocorrência.

"Ele mudou muito o comportamento dele. E, do nada, começou a não querer a ir, principalmente quando começou a ficar agressivo, além de fazer os brinquedinhos beijar um ao outro. Eu então falei na escola e o levei no psicólogo. Eu desconfiei de algo errado e, quando o parei de levar na escola, no dia 27 de outubro, ele falou que o tio ia jogar ele no rio se contasse e que pegava nas partes íntimas dele", ressaltou.

Ao retornar na escola, a mãe disse que encontrou outra responsável e esta relatou a mesma suspeita. "Agora existem diversas mães que fizeram boletins de ocorrência. De início, seria a nossa palavra contra um funcionário concursado. Fizemos então uma reunião com os envolvidos e estamos aguardando o trabalho da polícia", finalizou a mãe.

O suspeito não possui antecedentes criminais. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.

Do G1

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