20/05/2017 16h32

Delcídio ironiza delação sobre dívida milionária paga por Reinaldo

As revelações do empresário Wesley Batista, dono do grupo JBS, sobre suposto pagamento de dívida milionária do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido) por parte do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) são “absolutamente improcedentes”, classificou Delcídio em entrevista ao Jornal Midiamax, nesta sexta-feira (19). O ex-senador também ironizou parte da delação de Batista.

Na delação premiada feita pelo empresário à PGR (Procuradoria-Geral da República) e já homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Wesley diz que durante a campanha eleitoral de 2014, quando Delcídio e Reinado se enfrentaram, houve acordo para repasse de R$ 12 milhões da JBS para a campanha do à época petista.

O dono da JBS conta que quem negociou todo o repasse de verba para as campanhas dos dois candidatos foi Joesley Batista, irmão de Wesley. O combinado era que se ganhasse as eleições, Reinaldo pagaria a dívida de Delcídio junto a JBS.

Sobre as revelações, Delcídio disse à reportagem que tudo é “absolutamente improcedente, e um pagar a dívida do outro é mais fácil o sargento Garcia prender o Zorro”, brincou, ressaltando que soube das informações da delação pelo Jornal Midiamax.

Questionado sobre o fato de Delcídio ter sido preso depois de ser flagrado em conversa considerada obstrução de Justiça e nada ter acontecido com os delatados Aécio Neves (PSDB) e Michel Temer (PMDB), o ex-senador preferiu não comentar o assunto.

Em nota encaminhada à imprensa, o governador Reinaldo Azambuja não comentou esse trecho da delação de Wesley.

A delação
​No termo de declaração, Wesley Batista revela que o suposto esquema de pagamento de propina em troca de incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul começou no governo Zeca do PT e esteve vigente até o final do ano passado, já na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB). Em espécie, Puccinelli teria recebido R$ 30 milhões, e levado mais R$ 60 milhões via ‘doleiro’.

Wesley revela na delação que que o esquema era operado por Joesley na época do governo Zeca, que cobrava 20% do valor do benefício de redução do ICMS, tendo como contrapartida o pagamento de propina. “Como este fato é de 2003, não temos mais o registro de quanto foi pago, nem a forma como foi pago”, diz.

Entretanto, o empresário cita que em 2010, enquanto candidato a deputado, Zeca teria pego R$ 3 milhões de Joesley para campanha, sendo R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie, no escritório da empresa em São Paulo.

Por Aliny Mary Dias, do Midiamax

COMENTÁRIOS

Usando sua conta do Facebook para comentar, você estará sujeito aos termos de uso e politicas de privacidade do Facebook. Seu nome no Facebook, Foto e outras informações pessoais que você deixou como públicas irão aparecer no seu comentário e poderão ser usadas nas plataformas do iFato.