11/08/2017 15h10

Governador afirma ser inviável aumentar repasse para Santa Casa

Reinaldo Azambuja e oficiais das Forças Armadas durante a troca de comando no CMO nesta sexta-feira (Foto: André Bittar/Campo Grande News)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) rebateu nesta sexta-feira (11) as cobranças do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), por um maior repasse de dinheiro do governo estadual para a Santa Casa da Capital.

Segundo o governador, além da questão de falta de recursos, o Estado já custeia os atendimentos do Hospital Regional, no Aero Rancho (zona sul).

“O Estado ajuda todas as cidades, a questão que o prefeito (Trad) não comentou é que o único município que tem um hospital 100% custeado pelo governo é Campo Grande”, destacou Azambuja. “Um total de 82% dos pacientes atendidos nele são da Capital. E não tem nenhum tipo de participação da Prefeitura”, completou, durante evento da troca de comando do CMO (Comando Militar do Oeste), no Amambaí (região central).

Em tom de cobrança, Trad disse na quinta-feira que não considera justo a Prefeitura ter que repassar mensalmente R$ 5 milhões para a Santa Casa, enquanto o Governo do Estado repassa R$ 2,5 milhões, se pelo menos 60% dos pacientes da instituição são do interior. Para ele, os valores deveriam ser iguais.

“O aporte que o Governo já dá (à Santa Casa) e os custos do Hospital Regional já mostam que estamos fazendo nossa parte”, disse Azambuja.

Ainda de acordo com o governador, as reuniões entre representantes do Governo do Estado, Prefeitura e Santa Casa continuarão. O hospital pleiteia o aumento de suas verbas de R$ 20,2 milhões para R$ 23 milhões.

“O que acontece é que todo mundo quer mais recurso, Santa Casa, município, mas não tem dinheiro para a saúde. Então vamos custear com o que tem disponível”, afirmou o governador.

Nas contas de Azambuja, o montante acumulado para a saúde tirado pelo Governo federal beira os R$ 40 bilhões, por isso o ideal seria reajustar a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), há anos sem atualização, segundo ele.

“Você vê que a saúde está entrando em colapso em todo o País, porque como o governo (federal) não eleva o seu reparte, ele comprime os estados e municípios a custearem os gastos (com a saúde)”, analisou.

Também presente no CMO, Trad voltou a ressaltar que a Prefeitura não tem como dar recursos extras para a Santa Casa por falta de condições. O mandatário municipal reafirmou o pedido pelo aumento de repasse estadual de dinheiro, mas que o assunto ainda será debatido.

“Não conversamos hoje (sobre o assunto) porque não deu tempo, devido ao evento”, concluiu Trad.

De acordo com o prefeito, o repasse para o maior hospital da cidade é de R$ 250 milhões por ano. A parte da prefeitura é de R$ 5 milhões/mês, mas no total entre recursos do Governo Federal e do Governo do Estado, o repasse mensal para a Santa Casa é de R$ 20,2 milhões, que já solicitou reajuste para R$ 23 milhões.

Do Campo Grande News

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