Desembargador suspende decisão que decretou a falência da Bigolin

Atualmente, são 750 credores e a previsão é que a dívida do grupo alcance R$ 100 milhões
21/03/2019 08:49 Justiça
Bigolin teve loja lacrada em Campo Grande há uma semana. (Foto: Henrique Kawaminami)
Bigolin teve loja lacrada em Campo Grande há uma semana. (Foto: Henrique Kawaminami)

O desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Vilson Bertelli, aceitou recurso da defesa e suspendeu a decisão que decretou falência do Grupo Bigolin. No último dia 14, o juiz da Vara de Falências e Recuperações Judiciais de Campo Grande, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, mandou lacrar as lojas e bloquear bens.

Ao decretar a falência, o magistrado citou a piora da situação financeira, com dívida saltando de R$ 54 milhões para R$ 88 milhões, tentativa de venda de imóvel e retirada de pró-labore por parte dos sócios. O pedido de falência partiu da credora Lef Pisos e Revestimentos Ltda.

A decisão foi registrada às 21h21 de ontem (dia 20). No recurso que foi deferido, o advogado da empresa, Rodrigo Gonçalves Pimentel - filho do desembargador do TJ/MS, Sideni Soncini Pimentel -, sustentou que não cabe ao juiz a análise de viabilidade financeira e novos dados sobre a retirada de valores pelos sócios, com casos em que o valor do pró-labore foi de 1,23% do faturamento.

Conforme a decisão do desembargador, não cabe ao juiz decidir sobre a viabilidade econômica do plano de recuperação judicial, tampouco a respeito da concessão da recuperação judicial. Ou seja, cabe avaliar apenas se foram preenchidos requisitos legais, e só então a recuperação judicial deve ser concedida pelo magistrado. 

De acordo com a administradora judicial Pradebon e Cury, atualmente são 750 credores e a previsão é que a dívida alcance R$ 100 milhões. Era feito um levantamento sobre os bens para que fossem levados, futuramente, a leilão. Funcionários da Bigolin relataram ao Campo Grande News atraso salarial.

O Grupo Bigolin, atuante há mais de 30 anos em Mato Grosso do Sul, é formado por cinco empresas: Ângulo Materiais de Construção e Serviços, Bigolin Materiais de Construção, Casa Plena Materiais de Construção, D & D Comércio, Construção e Serviços e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado Rodrigo Pimentel e o escritório responsável pela defesa vai se manifestar no decorrer da manhã. 

Fonte: Aline dos Santos / Campo Grandes News

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